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| A eficiência do ponto-de-venda na era da comunicação integrada |
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| Ter, 12 de Fevereiro de 2008 07:16 | |||||||
Sem dúvida alguma, todas são fundamentais no processo de fortalecimento de uma marca. Entretanto, o mercado deve ficar atento ao cumprimento da promessa feita ao consumidor e ao ambiente no qual as expectativas geradas são atendidas. A idéia central é a relevância que deve ser concedida ao ponto-de-venda (PDV) como fator crucial dentro da Neste mundo saturado de informações, acessíveis de forma horizontal e em volumes inimagináveis, o déficit de atenção atingiu proporções recordes. Somos bombardeados por notícias e mensagens comerciais todos os dias e em qualquer lugar. Estamos sempre acessíveis.estratégia de negócio e de branding das empresas. Uma pesquisa realizada pela associação Popai Brasil, entidade especializada no estudo de merchandising nos PDVs, revela que 81% das decisões sobre a compra de um produto e escolha de sua marca são efetuadas no local da venda. Esse dado revela que um projeto de loja bem feito tem grande potencial de incentivo ao consumo. O processo de construção do posicionamento da marca começa na gestão dos pontos de contato com o público. Tendo se mostrado bastante eficiente, essa estratégia vem sendo explorada por diversas empresas. Algumas companhias, como Starbucks, BodyShop e Apple já despontaram para o potencial de um ponto-de-venda bem articulado dentro da estratégia do negócio. No Brasil, um exemplo de sucesso é o da rede varejista Colombo, que implantou uma nova comunicação visual em suas operações englobando lojas de rua e as denominadas “Premium”. A revitalização contou com inovações no layout, na comunicação visual, no mobiliário, no formato de exposição dos produtos e na definição de regras de funcionamento, o que gerou maior interatividade com os clientes. Dentro desse caso, um acontecimento chamou a atenção. A rede já possuía um ponto no Shopping Iguatemi, de Porto Alegre. Porém, com a possibilidade de mudança para uma área mais nobre do estabelecimento, o grupo resolveu investir no conceito “Premium”. O faturamento da loja triplicou, o que comprova a eficiência da iniciativa, uma vez que comercializam os mesmos produtos e para o mesmo público. O que mudou foi o ambiente que os cerca. Além disso, todos os PDVs de rua da Colombo apresentaram crescimento considerável em rentabilidade. Um outro exemplo interessante é o da Apple. Considerada uma das empresas mais criativas do planeta, a corporação sempre obteve sucesso por meio de seus produtos, principalmente porque é por meio deles que a sua identidade se manifesta. Uma prova recente é a explosão do Ipod. Entretanto, a Apple percebeu o poder do ponto-de-venda e investiu em uma loja que não só fortaleceu ainda mais a sua marca, como tornou o espaço um ponto turístico de Nova York. Na entrada, o espaço conhecido como “cubo de Steve Jobs”, destaca-se por sua arquitetura em vidro, ostentando uma maçã, o símbolo da empresa. A loja é subterrânea, fica aberta 24 horas por dia, dispõe de cerca de 100 Macs e 200 iPods – que ficam à disposição dos clientes para serem testados – e cerca de trezentos funcionários para atender o público. Além disso, quem precisar de uma ajuda em um projeto ou trabalho escolar pode procurar uma equipe da Apple a qualquer hora do dia ou da noite, todos os dias da semana. O resultado é que a empresa conseguiu uma integração harmônica entre marca, produto, PDVs e comunicação. Isto é, o consumidor “vivencia” as lojas. Percebe-se, então, que o ponto-de-venda é crucial dentro de uma estratégia de comunicação e deve ser encarado como tal. Obviamente, o trabalho deve estar integrado às demais ações de marketing. Mas uma coisa é fato: se o consumidor assiste a uma propaganda na TV e se depara no PDV com uma realidade completamente diferente da idéia que lhe seduziu, a credibilidade da empresa vai por água abaixo. A relação imagem x identidade é completamente exposta na loja. E o mais importante: uma empresa é impreterivelmente constituída de pessoas. Entender a necessidade do cliente e atendê-lo com atenção e respeito é a chave mestre para o sucesso de qualquer estratégia de branding.
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