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| Idéia foi o principal tema dos palestrantes na última noite do SPP´2008 |
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| Qui, 18 de Setembro de 2008 11:45 | |||
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A noite fria, feita ontem em Piracicaba, se aqueceu com a palestra de Tiago Lara, primeiro palestrante da noite do SPP´08. Ele iniciou com três perguntas aos participante: Quem trabalha em agência? Quem tem twitter? E finalmente: Quem ouve Korn??? Esta ninguém entendeu. Lara começou levantando uma questão que muitos talvez não tenham coragem de dizer: “Integração das mídias é assunto de tempos, mas ainda hoje bate na trave”, referindo-se a tantos discursos sobre a importância desta forma de trabalho, mas poucos resultados até agora. Ele conduziu esta abordagem ao princípio de tudo: à idéia e a importância desta na vida de todo e qualquer publicitário e ser humano, para sua própria sobrevivência e das agências de propaganda, inclusive!De maneira descontraída e pra lá de empolgante, Tiago percorreu a importância de vender a idéia, o que para ele é o trabalho do publicitário. Tomando sua atividade, gerente de planejamento da agência Leo Burnett, Lara mostrou, afirmou e comprovou que a idéia é o que sobrevive à qualquer ação. Para Lara o planejamento precisa estar preparado para vencer todos os desafios até vender sua idéia a todos que forem preciso e ver concretizado, talvez com algumas ou poucas alterações, a maravilhosa peça que só ele antes imaginava. Para isso é preciso muito fôlego. “Primeiro você tem que se convercer de que sua idéia é mesmo genial”, alerta e continua: “Tem relevância? Tem diferencial? Vai sobreviver? Tenho certeza?”, completa. Depois vem a segunda etapa, é preciso convencer o chefe, segundo Lara, as perguntas nesta hora são: está no Briefing? Vende? Esta dentro do target? Tem certeza? Se você sobreviver ao seu chefe, é hora de encarar o seu cliente. Aqui, a experiência de Lara como planejamento o faz alertar a todos: “A primeira pergunta do seu cliente será: “Eu pedi isso?” Seguida de: “Isso vai vender meu produto? Meu cliente vai gostar? Tem certeza?”” Até aí foi tudo bem? Então chegou a hora de convencer a criação e o mídia. Para Tiago se você chegou até aqui, em breve sua idéia ganhará o mundo e você enfrentará o último e talvez o mais cruel desafio, que virá dos clientes do seu cliente, que perguntarão: “O que é isso? Eu preciso disso?”. “Se seus argumentos respondem à estas perguntas sua idéia é sucesso”, conclui Lara. Para ele o princípio básico é conhecer seu conumidor e cada um que deverá comprar suas idéias: “Para cada um a idéia deve ser apresentada de uma forma, pois o conteúdo pode ser maravilhoso, mas a forma de vender é tudo”, enfatiza. E para isso não existe fórmula, lembra Tiago: “Monte o ambiente, mostre o prazer que aquilo trará, envolva, surpreenda. Porque a única coisa que importa é a idéia. Por isso defenda e sustente sua idéia, buscando referências o tempo todo a sua volta. Afinal, um vendedor de rua sabe te envolver”. Por fim, todos entendem a terceira pergunta feita no início, Lara exibe o clip do Korn, Evolucion, que segundo sua concepção, é uma representação deste envolvimento para transmitir uma mensagem. O clip vende a idéia de que a sociedade esta se denegrindo. O VP da Fischer América foi quem encerrou a noite. Flávio Casarotti, que nasceu e passou grande parte de sua vida em Piracicaba, teve a presença de seu pai e tio na platéia. Casarotti iniciou falando da relevância do tema do SPP´2008, A Revolução da Criação: “Esta questão esta cada vez mais presente nas agências, cada vez mais é preciso ser criativo. O produto que faz uma agência ter valor é a idéia”, concorda com Tiago Lara. Para ele se a propaganda não tiver força de impacto, não será aceita. Neste momento, Flávio exibiu o vídeo de apresentação da Fischer América, onde som, imagens e cores retratam o números e cases de sucesso como os da Kaiser, Popançudos da Caixa Economica Federal, Honda Civic e outros. Em seguida, Casarotti detalhou o case da Kaiser e as ações feitas para estancar a queda e recuperar a credibilidade no mercado: “Campanhas de interação com o consumidor foram fundamentais para o desenvolvimento deste trabalho. A tecnologia não muda nada. As pessoas mudam tudo”, enfatizou. “O momento que a comunicação esta vivendo hoje é muito importante, o consumidor tem o mundo em suas mãos. Existem novas formas de estabelecer contato e a audiência esta bastante fragmentada”. E continuou, dizendo que as marcas não dependem mais das massas, há blogs cobrindo guerras, imagens feitas através de celulares chegam primeiro à Internet que meios importantes de comunicação. “O consumidor não pode mais ser dividido em classes sociais, idade ou tribo. O exercício é segmentar pelo interesse do indivíduo, a tendência da propaganda é migrar pra isso”, alerta Casarotti. Para ele, o consumidor cria relação emocional com o produto, por isso é importante buscar contato, não interrupção: “Tudo vale a pena, mas continua valendo a mesma regra do passado: criatividade e relevância. Acreditem nas idéias novas que fazem o mundo ficar mais interessante”, defende Flávio.
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